24 de fevereiro de 2013

"Emprenhar" por olhos e ouvidos

Eu já "emprenhei" por olhos e ouvidos, mas quem é que nunca "emprenhou?!
Refiro-me às situações em que nos contam uma história tão bem contada que tudo parece bater certo. Indigna-mo-nos com os injustiçados, revoltamo-nos com os agressores... Eu já "emprenhei" pelos olhos e ouvidos e provavelmente vou "emprenhar" mais algumas vezes.
Agora com as redes sociais as coisas tomam dimensões verdadeiramente assustadoras. Há apelos à violência sobre a alegada violência. Há incentivos à revolta de maneiras disparatadas e estúpidas. Mas será que as pessoas não são capazes de cair em si, de pensarem um bocadinho.
Há uma história bem perto de mim, infelizmente bem dramática, e que poderá vir a ter contornos trágicos. A história tem tido ampla divulgação mas apenas com a versão de uma das partes. O outro lado não se sabe porque está incontactável em parte incerta. Apesar de achar a situação terrível e torcer para que tudo acabe bem, dou por mim muitas vezes a pensar que há muita coisa mal contada, gostava de conhecer o outro lado, o porquê de uma atitude tão extrema e drástica. Posso estar completamente enganada e esta situação terrível ser a consequência de um surto psicótico de alguém mentalmente perturbado, mas há tanta coisa que não se sabe. Porquê fazer juízos de valor sem reflectir sobre o assunto? Nós quando testemunhamos uma situação realmente podemos falar sobre aquilo que vimos e como vimos, mas não haverá sempre mais?
Eu já fui vítima de alguém que "emprenhou" pelos ouvidos (e que nem se deu ao trabalho de ir ver se era verdade) e a sensação não nada boa, garanto.

1 comentário:

Rita disse...

Infelizmente, linda, é demasiado fácil emprenhar pelos ouvidos. Diz-me, este teu post tem a ver com a história do cão/cadela/revisor/cp? Ou passa-se algo pior?

Tens absolutamente toda a razão: não há pior que fazer juízos de valor sem se saber todos os lados da história. Há sempre factores ou determinantes que não são do nosso conhecimento, e é tão fácil manipular imagens, sons, e por aí fora.

A comunicação social, as redes sociais, o efeito "massa"...

Enfim...

Apenas para te dizer que acho que tens razão: cuidado com os emprenhamentos...

(e da minha parte, se algum emprenhamento houve, as minhas mais sinceras desculpas!)

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